A crise na educação municipal de Ourinhos ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira (08), após servidores da rede municipal realizarem uma paralisação em diversas escolas e creches da cidade. O movimento expôs problemas enfrentados pela educação durante a gestão do prefeito Guilherme Gonçalves, como falta de funcionários, sobrecarga de equipes, sujeira nas unidades, denúncias de abandono, atraso na entrega de uniformes e precarização da estrutura escolar.
Um material divulgado pelos próprios servidores apontou ao menos 15 escolas afetadas pela paralisação, entre elas NEI Benedita Cury, NEI Curumim, NEI Curupira 1 e 2, EMEI Monteiro Lobato, EMEI Nhandeara, EMEI Adelaide Mantovani e EMEF Dorothildes. Nos cartazes espalhados pelas unidades, os profissionais cobraram respeito, valorização e melhores condições para alunos e trabalhadores.
Durante a manhã, a Prefeitura de Ourinhos publicou uma nota oficial afirmando que as aulas seguiam normalmente na rede municipal. A publicação, porém, gerou forte reação nas redes sociais e foi rapidamente tomada por comentários de pais desmentindo a informação divulgada pela administração municipal.
“Minha filha foi pra escola e voltou porque não tem aula hoje”, comentou uma mãe. “Levei meu filho e voltei pra trás, nem avisaram nada”, escreveu outra internauta.
A repercussão ampliou ainda mais as críticas contra a gestão Guilherme Gonçalves. Pais relataram escolas fechadas, falta de comunicação, problemas estruturais e abandono nas unidades municipais.
“A prefeitura mente”, comentou um morador. “Ourinhos entrou em colapso mesmo. Saúde e educação, que triste”, escreveu outra internauta.
Entre as reclamações mais frequentes publicadas por pais e responsáveis estão a falta de funcionários da limpeza, sujeira nas escolas, atraso na entrega de uniformes e tênis escolares e relatos de professores e coordenadores realizando serviços de limpeza para tentar manter algumas unidades funcionando.

