InícioEconomiaInvestidores de infraestrutura devem ampliar aportes na Colômbia após eleição

Investidores de infraestrutura devem ampliar aportes na Colômbia após eleição

A maioria dos investidores e executivos de infraestrutura e energia na Colômbia mantém planos de expandir seus negócios no país, segundo pesquisa do GRI Institute, think tank dedicado às agendas de infraestrutura e energia. Mais de 70% dos consultados sinalizaram alguma forma de expansão e nenhum indicou intenção de reduzir ou encerrar operações, num retrato de apetite preservado mesmo durante o ano eleitoral colombiano.

O levantamento, batizado de Termômetro do GRI, ouviu 45 líderes com poder de decisão sobre projetos e fluxos de capital, entre investidores, desenvolvedores, operadores, financiadores e representantes do poder público. As respostas foram colhidas em abril, durante um encontro do setor em Medellín, e tomam como referência o mercado de Antioquia, segundo maior motor econômico do país. O retrato é de um setor posicionado para avançar, ainda que parte relevante do capital tenha segurado decisões à espera do desfecho eleitoral.

Cerca de um terço dos participantes se mantinha em compasso de espera, monitorando o cenário antes de tomar novas decisões. De acordo com o GRI Institute, esse grupo é cauteloso, e não passivo, com capital disponível e interesse em investir, mas dosando a alocação enquanto aguardava maior clareza sobre o rumo do país após as urnas.

A Colômbia foi às eleições para escolher o sucessor de Gustavo Petro e renovar o Congresso. O segundo turno, realizado no domingo (21), foi vencido na contagem preliminar pelo advogado Abelardo De la Espriella, por margem apertada, em resultado contestado por Petro. De la Espriella defendeu uma agenda favorável ao mercado. A pesquisa foi realizada antes dessa definição.

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Segundo o levantamento, o risco político-eleitoral e a continuidade das políticas públicas lideram as preocupações dos investidores, à frente de temas como segurança jurídica, eficiência regulatória e licenciamento ambiental. A capacidade de investimento público também figura entre os entraves, num reflexo da tensão fiscal de um país que convive com dívida elevada e déficit nas contas do governo central.

Questionados sobre o que esperam do próximo governo, os investidores colocam a previsibilidade institucional e a segurança jurídica como prioridade máxima, seguidas da disciplina fiscal e da capacidade de investimento público, e de um ambiente favorável ao capital privado e ao financiamento de longo prazo.

Entre os setores com maior potencial de atrair capital, os participantes destacam ferrovias, rodovias e logística, além de mobilidade urbana, aeroportos e geração de energia. A demanda por energia ganha relevância diante de um sistema elétrico colombiano fortemente dependente de hidrelétricas e da expectativa de déficit de oferta nos próximos anos.

O GRI Institute avalia que o resultado eleitoral com a guinada à direita pode funcionar como catalisador, caso seja percebido como favorável ao ambiente de negócios. A conversão dessas intenções em investimento efetivo, segundo a entidade, depende de avanços em licenciamento, financiamento e coordenação entre os diferentes níveis de governo.

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