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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu ao seu homólogo nos Estados Unidos, Donald Trump, que enviasse mísseis Patriots a Kiev após um ataque promovido pela Rússia devastar cinco cidades ucranianas na madrugada desta terça-feira, 2. A ofensiva foi definida pelo Kremlin como uma resposta aos “atos terroristas” supostamente cometidos contra alvos russos, mobilizando dezenas de mísseis balísticos.
“Se a Ucrânia não for protegida contra ataques com mísseis balísticos e outros, essas ofensivas continuarão. A Europa precisa de sua própria defesa antibalística para que esta guerra possa finalmente ser encerrada”, disse Zelensky, em uma publicação feita na rede social X (antigo Twitter) horas após o ataque. “A assistência dos Estados Unidos no fornecimento de mísseis Patriot é absolutamente necessária. Estamos contando com o apoio de nossos parceiros”, completou.
Considerado o único capaz de bloquear mísseis balísticos com celeridade, o sistema de defesa aérea Patriot tem sido um tema frequente nas declarações públicas de Zelensky. Ao longo das últimas semanas, ele vem alertando repetidamente que a Ucrânia tem ficado sem mísseis interceptadores, chegando a escrever para a Casa Branca e o Congresso Americano, afirmando que a reposição de tal arsenal é uma “ferramenta vital” para salvar vidas humanas.
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“Eu, em nome do povo ucraniano, peço respeitosamente ao presidente e ao Congresso dos EUA que permaneçam engajados”, dizia a carta escrita por Zelensky. “E para nos ajudar a garantir essa ferramenta vital de proteção contra o terror russo — mísseis Patriot, PAC-3 e sistemas adicionais — para deter mísseis balísticos russos e outros ataques de mísseis russos”, completou. No entanto, a administração Trump pareceu ignorar os apelos de Kiev.
No ataque dessa terça, o Kremlin mobilizou 73 mísseis balísticos, incluindo oito unidades hipersônicas Tsirkon, e 656 drones contra as cidades de Dnipro, Zaporizhzhia, Poltava, Kharkiv, e a capital ucraniana, Kiev. Pelo menos 18 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas em decorrência dos ataques, com moradores fugindo para se abrigar em porões e estações de metrô.
A ofensiva ocorre dias após a Rússia anunciar sua intenção de lançar ataques sistemáticos contra Kiev. De acordo com o Kremlin, “ataques sistemáticos” seriam lançados contra alvos ligados ao exército ucraniano, em resposta a um suposto “ato terrorista” contra um dormitório na região de Luhansk, controlada pela Rússia, que resultou na morte de 21 pessoas.

