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‘O Rio Que Me Corta Por Dentro’, de Raul Damasceno, ganhará adaptação para os cinemas

Filme será dirigido por Allan Deberton e terá roteiro escrito pelo próprio autor

O Rio Que Me Corta Por Dentro, livro do escritor Raul Damasceno, vai virar filme. A direção será de Allan Deberton, cineasta conhecido por Pacarrete e Feito Pipa, longa ainda inédito premiado no Festival de Berlim deste ano.

A produtora cearense Deberton Filmes, do cineasta, ficará encarregada da produção, enquanto o próprio autor assinará o roteiro da adaptação.

Lançado no ano passado pela Astral Cultural, o romance retrata a infância de Cícero, em Carrasco, pequeno vilarejo do sertão cearense marcado pela ausência e pela espera. Aneci, sua mãe, trabalha como empregada doméstica na capital e só retorna uma vez por ano. É nesses breves reencontros que Cícero experimenta o afeto que sustenta suas esperanças, enquanto, no restante do tempo, convive com a saudade e o desejo de um dia partir para reencontrá-la.



Capa do livro 'O Rio de que me Corta por Dentro'. de Raul Damasceno

Capa do livro ‘O Rio de que me Corta por Dentro’. de Raul Damasceno

Foto: Astral Cultural/Reprodução / Estadão

Sua dor só se aquieta ao lado do vizinho e amigo Luzimar, com quem corre pelo lugarejo de ponta a ponta até o rio, onde brincam. É nele, inclusive, que Cícero encontra apoio quando Aneci de repente para de voltar. Com o passar dos dezembros, os dois garotos se descobrem homens juntos – mas ser homem nessas terras e nestas águas também significa saber escolher bem suas armas.

Em comunicado oficial, Damasceno comemorou a notícia. “Os leitores sempre falam sobre o desejo de ver esses personagens numa possível adaptação, então é uma alegria muito grande ver esse projeto tomando forma. Allan e eu, para além das parcerias de trabalho, somos grandes amigos. Logo, adaptar o meu livro junto a ele é me sentir sempre em casa”.

Deberton, por sua vez, também prestou elogios ao autor. “Raul escreve literatura criando imagens muito marcantes, coisa que a arte cinematográfica ama. E eu me identifico demais com o universo que ele aborda, é também do lugar onde venho. Uma adaptação cinematográfica não era apenas um caminho natural, como um presente merecido para o cinema brasileiro”.

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